sábado, 29 de novembro de 2008

A Fluidogênese e os Antifluidicistas

A Fluidogênese e os Antifluidicistas

Lógica e Razão... eis os dois parâmetros entre os quais deve caminhar a mente. Diríamos até que a lógica sobreleva a razão ao recordarmos que, segundo Pascal, “Razão tem razões que a própria razão desconhece”. Ancorado nesta premissa, imaginamos que todos quantos ingloriamente combatem a doutrina do corpo fluídico de Jesus (combatem, porquanto, não aceitam, seria tão somente questão de tempo), estão por aí, não é de hoje, simplesmente a dar soco em ponta de faca.

Se esses “soi disant”1 espíritas realmente o fossem, isto é, não somente lessem as obras básicas do espiritismo, mas também digerissem o que foi lido, com absoluta isenção de ânimo, não teriam como tripudiar diuturnamente sobre aquela doutrina, que, em absoluto, não inova coisa alguma, no contexto geral do espiritismo, senão  nele projeta uma faixa de luz, que se para uns ofusca, para outros amplifica ao infinito a visão de pontos vitais da doutrina espírita e fatalmente estariam condenados  a serem lançados no saco bem fundo da crença cega, senão destinados  a alimentar o mais lamentável fanatismo!

Entretanto, a questão é tão simples! Não está lá em letras garrafais, no “O Livro dos Espíritos”, (...)”fluido universal é susceptível, pelas suas inumeráveis combinações com esta (matéria), e sob a ação do espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima;” (pergunta: 27). O Corpo Fluídico estaria porventura, excluído dessa origem? Os mundos não são solidários entre si? Por que não admitir que o que é inabitual em um mundo, possa  ser habitual em outro? Os meios de reprodução também não variam? Sem apelar para a reprodução  assexuada, a partenogênese2, nem mesmo para a clonagem que aí está, e veio para ficar. Os espíritos reveladores não informaram a Kardec, possuírem eles, meios de reprodução, embora tais meios não sejam tais como nós, aqui na terra, conjecturamos? (LE, pergunta 200).

 Vultos eminentes do espiritismo como: Bezerra de Menezes, Bittencourt Sampaio, Guillon Ribeiro, Antônio Luiz Sayão, Ismael Gomes Braga, e quantos mais não abraçaram essa tese? O espírito Áureo, entre outros, nos ditou esse monumento de informações inéditas em “Universo e Vida”, correlacionadas todas elas, com a mesma tese. Diante de tal quadro, que lugar nos sobra para idéias cerebrinas, do tipo: “Corpo fluídico, para o Cristo, seria um privilégio, perigoso precedente!” ou “Se o corpo de Jesus fora fluídico, ele teria sido um farsante!” – e outras sandices. A esses irmãos bem que poderiam se aplicar as palavras de Paulo, em Roma, em sua própria casa, aos que o foram procurar: “De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis”.

Triste, não é verdade? Jesus, para estes, teria que ter corpo carnal, como nos outros, sem o quê, seu inenarrável sofrimento teria sido a mais grosseira farsa da história da humanidade! Para esse povo, triste é dizê-lo – as percepções, as sensações estão na carne, não no espírito. “Quando um espírito diz que sofre, de que natureza é o seu sofrimento?”, indaga Kardec, (LE, pergunta 255); resposta: “Angústias morais que o torturam mais dolorosamente do que todos  os sofrimentos físicos!”. Se a carne que sente, o que se dirá daquele trecho da resposta à pergunta 22 do Livro dos Espíritos, em que os espíritos reveladores disseram a Kardec: “A matéria existe em estados que ignorais”. Dar-se-á que os senhores antifluidicistas já sabem o que nem a Kardec foi revelado? A doutrina não nos ensina que o perispírito é haurido (em sua parte material) nos elementos do mundo em que o espírito vai encarnar? Por que carga d’água não poderia  o Cristo adaptar o seu, ao nível do perispírito de um mundo mais elevado... No Evangelho Segundo o Espiritismo no Cap. IV item 24, Kardec faz a seguinte indagação: “Quais os limites da encarnação?” E o espírito de São Luis responde:  (“...)” em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele (corpo) é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes. Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.”

Foi aos que assim não raciocinam que Manoel Quintão, no magnífico “O Cristo de Deus”, chamou em boa lógica, os “materialistas do espiritismo”. Por que cargas d”água? Não teria o Cristo poder bastante, para trazer para os seus  domínios (a terra), um processo inabitual de “encarnação”, processo que nem original é – porquanto, como “eles” não ignoram (?), foi vivenciado pelo patriarca Melquisedeque? E a concepção, parto e  nascimento virginal, que se não podem negar, sob pena de leso-evangelho? E, sendo o Cristo “O Filho Amado” – (Mat. 3:17), “o filho unigênito do Pai” – (Jo. 1:18), aquele de quem disse Deus: “Tu és meu filho; eu hoje te gerei” – (Sal. 2:7).

Fundador do nosso planeta, que ele trouxe  das origens – (Jo 1:3), sendo tudo isso, por que  não poderia revestir um corpo “ sui generis”3 – não para dar que fazer aos antifluidicistas, mas, adaptando sua altíssima envergadura evolutiva à única forma de “envoltório somático”  compatível com seu tônus vibratório? Paulo, em 1 Co 15, entoa uma verdadeira sinfonia, com relação ao assunto em pauta, que, acredito piamente, nem toda a celeuma dos antifluidicistas conseguem desafinar: Versículo 38 “... Deus lhe dá corpo, como lhe aprouve dar” – (a figura, naturalmente, não é do grão de trigo ou de qualquer outra semente); versículo 39: “Nem toda carne á a mesma carne”; versículo 40: “ Há corpos celestiais e  corpos terrestres; e sem dúvida, uma é a glória dos celestiais e outra a dos terrestres”; versículo 44: “Se há corpo animal, há também corpo espiritual”.

Por maneira que, quando vejo tanta obstinação e má-vontade da parte de  irmão nossos, possivelmente, bem-intencionados;             lembro-me logo aqueles maravilhosos versos de Catulo da Paixão Cearense, em que o grande poeta, observando a impassibilidade de um papagaio, imediatamente após a morte de uma cadela, de quem o poeta era muito amigo, exclamou: “Meu Deus! Por que não fizestes os homens  irracionais!?

 

Joel Alves de Oliveira.

Artigo publicado no periódico “3 de Outubro”, ano 1, nº 8 de abril de 1999.

(1)        Adj. inv. Chamado, intitulado, suposto, pretenso, que se diz.    Fonte: Dicionário de Francês-Português – Editora Porto – Porto 1983.

(2)        S.f.Biol. Desenvolvimento do óvulo não fecundado de que resulta um indivíduo como os outros.

Fonte: Dicionário Aurélio.

(3)        Incomum

Fonte: Dicionário de Termos Latinos

Conan Editora Ltda.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"Entrar/Sair"

“Entrar/Sair”

 

Alguém perguntou ao Chico Xavier: “- Chico, que devo fazer para “entrar” no espiritismo?” E o Chico respondeu: “Uai! É só ler “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Céu e o Inferno”, “A Gênese”, “Obras Póstumas”, que são as obras básicas.” E acrescentou, com bom humor: “- Agora, para “sair”, eu não sei não!” Aí está, na boca do espírita mais credenciado da atualidade, a receita infalível para a opção por um roteiro religioso! A resposta do Chico, aliás, está perfeitamente calcada numa outra que Emmanuel lhe deu, certa vez: “- Estudar, estudar, estudar!”.

Sendo o espiritismo, como é, filosófico, científico e religioso, só mesmo a custa de muito e permanente estudo, por parte de simpatizantes e também dos adeptos, poderá ele ser assimilado em toda a sua extensão. Até o advento da Doutrina Espírita, que se verificou, como é sabido, a 18 de abril de 1857, com a publicação em Paris, de “O Livro dos Espíritos”; a ciência e a religião que deveriam ser irmãs-siamesas, quase sempre não se entendiam bem, e não raro se antagonizavam. Basta lembrar, entre muitos outros, os casos do hexameron, isto é, da criação do mundo (terra), em seis dias; da geração espontânea; do geocentrismo, que quase leva Galileu à fogueira inquisitorial. E a Doutrina Espírita, sem nenhum passe de mágica, tão só pelo seu embasamento científico (nos casos citados), resolveu de uma penada, elucidando a luz da vera ciência experimental que o nosso mundo não foi absolutamente feito em seis dias, o que a geologia prova e comprova; que a geração espontânea não tem fundamento científico; e que Galileu tinha razão: É mesmo a terra que gira em torno do sol.

 Hoje, velhas arquiteturas religiosas, muito a contragosto, é bem verdade, vão paulatinamente fazendo revisões em seus postulados. É uma questão de sobrevivência.

Já com o espiritismo isto não acontece! Seus fundamentos são inabaláveis, pela simples razão de que abarcam, em síntese, todas as facetas do conhecimento; em segundo lugar, porque Allan Kardec enuncia que “O Espiritismo caminha com a  ciência; e se amanhã a ciência provar que ele (o espiritismo) está errado, ele aceitará a palavra da ciência”. Daí a solene afirmação de Kardec: “Fé inabalável só o é a que pode enfrentar a razão face a face em todas as épocas da humanidade!”

 Que diferença do que se verifica, por exemplo, na recente declaração do Papa, de que, de acordo com o progresso do conhecimento humano, “a evolução deixa de ser uma hipótese”.

A Evolução, verdadeiro calcanhar de Aquiles das religiões convencionais, é precisamente o fulcro do espiritismo, já que ela se efetua, através da reencarnação – coluna-dorsal da Doutrina Espírita! Considerando, ainda que superficialmente, a  resposta acima, dada por Chico Xavier, parece-nos que é lícito afirmar: “Entrar” no espiritismo não é lá muito difícil, já “sair” dele...nem o Chico sabe.

 

                                 Joel Alves de Oliveira

                                 Barra Mansa, 30 de Novembro de 1996.

 

sábado, 8 de novembro de 2008

Pequena Biografia

Pequena Biografia

 

          Até bem pouco tempo as informações biográficas que eram conhecidas de Jean-Baptiste Roustaing, restringiam-se a pouquíssimos dados contidos em sua própria obra: “Os Quatro Evangelhos”; até que o jornalista  Luciano dos Anjos empreendeu minuciosa e exaustiva pesquisa a respeito de Roustaing e do grupo de Bordeaux.

          Deste  trabalho resultou num espantoso aumento do acervo de informações sobre o “Missionário da Fé”, incluindo uma árvore genealógica; todas estas novidades para os novos discípulos de Roustaing acham-se contidos no livro “Jean-Baptiste Roustaing o Missionário da Fé”, do nosso querido Luciano dos Anjos, editado em parceria do Grupo dos Oito e da Associação Espírita Estudantes da Verdade, 1ª. Edição de abril de 2002. De onde retiramos estes pequenos fragmentos que aqui serão transcritos.

          Jean-Baptiste Roustaing nasceu em Bègles, ao sul de Bordeaux, às 8 horas da manhã do dia 15 de Outubro de 1805. Filho de François Roustaing e de Marguerite Robert; além de Jean o casal teve mais três filhos: Joseph Roustaing, o mais velho, Alfred e Jeanne Roustaing.

          A família não era abastada e Roustaing teve uma infância e juventude  de grandes privações,  que o obrigou a trabalhar para poder levar adiante seus estudos, estes esforços na lida diária prejudicaram-lhe a saúde física, porém, não diminuíram sua saúde espiritual, nem seu entusiasmo pelos estudos.

          Iniciou sua educação no Liceu de Bordeaux,  em seguida mudou-se para Toulouse, dando andamento em suas atividades educacionais, nesta cidade começou seu curso de direito; como não podia contar com ajuda financeira da família  e precisando de dinheiro para manter-se, deu início a suas atividades como professor.

          Em Toulon onde residiu de 1823 a 1826, lecionou literatura, ciências, filosofia e matemática. Custeando desta forma seu curso de Direito, conseguindo se formar com bastantes sacrifícios.

          Foi trabalhar em Paris, de 1826 a 1829, aperfeiçoando seus conhecimentos jurídicos em respeitadas instituições de ensino da capital francesa.

          Mas foi em Bordeaux em 1830, que iniciou sua carreira como advogado. Destacou-se devido sua vasta cultura, dedicação, honradez e muito trabalho; provocando deste modo a admiração e o respeito dos cidadãos de sua cidade.

          Por sua destacada conduta como cidadão e advogado,  foi eleito em 11 de agosto de 1848, com 42 anos, bastonário (o que corresponde à presidente da ordem dos advogados). Em 1852 Roustaing foi indicado secretário do conselho da ordem dos advogados.

          Em agosto de 1850 casa-se com Elisabeth, ambos com 45 anos, como dividiam os mesmos sentimentos e ideais dedicavam-se ativamente a obras de caridade junto aos necessitados tanto em Bordeaux como em Targon.

           Por volta do ano de 1858, Roustaing adoece gravemente, triste acontecimento que o obriga a ficar afastado de suas atividades profissionais e de filantropia; restabelecido retoma suas tarefas em meados de 1861, para satisfação de todos que com ele conviviam.

           Todavia, o ano de 1878 reserva-lhe um triste acontecimento, sua companheira de tantos anos e de tantas atividades benemerentes falece, no dia 8 de novembro; entristecido com a perda da companheira querida, Jean-Baptiste Roustaing desencarna no dia 2 de janeiro de 1879 e é enterrado no cemitério de Chartreuse às 09h15min do dia 4 de janeiro de 1879.

 

M.P de Oliveira.

         

   

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

JESUS

Jesus

 

          Normalmente os cépticos vivem a questionar a realidade histórica da existência de Jesus, embora estas  posições não se sustentem hoje em dia, em face dos avanços arqueológicos, há sempre aqueles mais empedernidos.  

          Todavia, não será para estes que transcreveremos este texto de autenticidade comprovada e que se encontra na biblioteca dos lazaristas em Roma.

          Esta carta foi escrita  por um patrício de nome Publius Lentulus, que se encontrava na Judéia na época das prédicas de Jesus e  dirigida ao imperador.

          “Soube, oh César! Que desejavas informações acerca desse homem virtuoso que se chama Jesus Cristo, que o povo considera um profeta, e os seus discípulos, o filho de Deus; criador do céu e da terra.

          “ Com efeito, César, todos os dias se ouvem contar dele coisas maravilhosas. Numa palavra, ele ressuscita os mortos e cura os enfermos. É um homem de estatura regular, em cuja fisionomia se reflete tal doçura e tal dignidade que a gente se sente obrigada a amá-lo e temê-lo ao mesmo tempo.

          “A sua cabeleira tem até as orelhas a cor de nozes maduras e daí até os ombros tinge-se de um louro claro e brilhante; divide-a uma risca ao meio à moda nazarena. A sua barba da mesma cor da cabeleira, é encaracolada, não longa e também repartida ao meio. Os seus olhos severos têm o brilho de um raio de sol, ninguém o pode olhar em face. Quando ele acusa ou reverbera, inspira temor, mas logo se põe a chorar. Até nos rigores é afável e benévolo. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas muitas vezes derramar lágrimas. As suas mãos são belas como os seus braços. Toda gente acha a sua conversa agradável e sedutora. Não é visto amiúde em público, e quando aparece apresenta-se modestamente vestido. O seu porte é muito distinto. É belo. Sua mãe, aliás, é a mais bela das mulheres que já se viu neste país.

          “Se queres conhecer, oh César, como uma vez me escrevestes, repete a tua ordem e eu to mandarei. Se bem que nunca houvesse estudado, esse homem conhece todas as ciências. Anda descalço e de cabeça descoberta. Muitos riem quando ao longe o enxergam; desde que, porém, se encontram em face dele, tremem e admiram-no. Dizem os hebreus que nunca viram um homem semelhante, nem doutrinas iguais as suas. Muitos crêem que ele seja Deus, outros afirmam que é teu inimigo, oh César. Diz-se ainda que ele nunca desgostou ninguém, antes se esforça para fazer toda gente venturosa.”

                                                      

sábado, 1 de novembro de 2008

Espiritismo ou Espiritualismo.

          Um dia destes assistindo um programa de televisão, estava presente o Pe. Marcelo Rossi, ele dissertava sobre a necessidade da união e da fraternidade entre as religiões, do ecumenismo, do entendimento e num ato fraterno estendeu a mão em direção de um dos apresentadores e disse: “(...) fulano é espírita!” ao que o rapaz imediatamente retrucou: “espírita, não, espiritualista”; o padre fez um pequeno gesto de surpresa e seguiu com sua dissertação.

           Certamente o citado rapaz disse tudo e não disse nada, pois como bem sabemos espiritualismo é  a “doutrina que admite, quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais,      à independência e o primado do espírito com relação às condições materiais.”  Ora, por princípio,  todas as religiões são espiritualistas: cristãos, budistas, muçulmanos e outras tantas; à exceção do materialismo e de seu irmão, o ateísmo, duas incongruências filosóficas.

            Neste momento refleti sobre a importância da questão semântica, pois, a mesma pode nos precipitar em péssimos lençóis quando o assunto é filosofia.

            Por este motivo o mestre Allan Kardec,  filólogo que era, e conhecendo que os termos espiritualismo, espiritualista, já possuíam acepção assaz conhecida, teve o cuidado de criar os neologismos ESPIRITISMO,  ESPÍRITA, para designar de modo claro os termos da nova ciência.

            Esta questão semântica nos projeta hoje em dia a um assunto de igual complexidade, a forma com que se apoderaram do termo os  adeptos de outras doutrinas espiritualistas, quer sejam os umbandistas ou outras correntes semelhantes. No momento que auto-denominam-se espíritas, criam na cabeça das pessoas pouco afeitas ao assunto uma confusão muito grande. Daí a saída muito usada hoje pelos espíritas:  Kardecismo, Kardecista, que nada mais é que usar de um subterfúgio para haver uma distinção mais clara de pensamento filosófico.

            Além da questão semântica existe uma enorme diferença entre as práticas do mediunismo, para as práticas espíritas; o mediunismo é um fenômeno que pode ocorrer no ambiente de qualquer igreja, seja evangélica, nesta o fenômeno se dá em abundância; seja no Catolicismo ou na Umbanda, mas não é Espiritismo.

            O Espiritismo é uma doutrina organizada por Allan Kardec a partir de 1857,  com a publicação da primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, onde de forma clara e objetiva trata de todas as grandes questões que atormentaram o pensamento filosófico de todos os tempos, oferecendo respostas racionais e claras.

            No Espiritismo não há dogmas de fé, não há rituais, não há indumentárias especiais. A única exigência que o mesmo nos faz é por uma mudança intima legitima, verdadeira e para que nos espelhemos de forma absoluta em Jesus.

 

M. P de Oliveira.